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Revisando o Protocolo TABATA

Recentemente, publiquei um estudo que (Viana et al. 2018) foi realizada uma análise crítica dos estudos que basearam suas intervenções no protocolo Tabata. Ao todo foram incluídos para análises, após uma longa e criteriosa triagem, 30 estudos com humanos e que citaram nos métodos pelo menos um dos estudos Tabata et al. (1996,1997). Desses estudos foram extraídos os seguintes dados:

  • Autores/ano;
  • Nº de participantes (sexo, idade, Training status, VO2max…);
  • Detalhes da variação do protocolo Tabata (equipamento (esteira, bike…), nº e duração dos esforços e pausas, controle da intensidade…);

Para facilitar a compreensão resumirei os resultados:

  • Apenas um estudo (Scribbans et al., 2014) obteve qualidade 7 em uma escala até 11. Os outros estudos tinham baixa qualidade;
  • A partir do ano de 2011 aumentou a quantidade de estudos que embasaram seus estudos com os artigos Tabata;
  • 50% dos estudos foram agudos;
  • 13 estudos avaliaram apenas homens e 3 apenas mulheres;
  • O training status variou desde indivíduos sedentários à atletas de alto rendimento (VO2max: 34 a 69 mL/kg/min);
  • 39% dos estudos (n=11) utilizaram bicicleta, porém apenas 5 destacaram o uso do protocolo Tabata original;
  • A forma de prescrição da intensidade foi uma “salada de fruta” (iVO2max, iVO2pico, VO2max, nº de esforços em tempo fixo, all-out, PSE, auto percepção do ritmo, Pmáx…).

Resumindo a ópera, chegamos às seguintes conclusões:

  • Menos da metade dos estudos usaram o protocolo Tabata original;
  • A maioria da literatura existente tem focado apenas na replicação do mesmo nº de esforços, duração do esforço, e/ou tempo de recuperação);
  • Existe uma grande inconsistência no uso do protocolo Tabata original, o que resultou em diferentes respostas agudas e crônicas;
  • As variações parecem ser indicadas para aumentar o VO2max (similar ao treinamento aeróbio tradicional);
  • Essas adaptações parecem ser principalmente devidas as adaptações periféricas;
  • O uso do protocolo Tabata para promover perda de peso não é sustentado pelos estudos revisados.

 

Bons treinos e boas prescrições!

João Pedro: Graduado em Educação Física / Mestrando em Ciências da Saúde (@navesjp)
Ricardo Viana: Graduado em Educação Física / Doutorando em Ciências da Saúde (@prof.ricardoviana)

João Pedro: Graduado em Educação Física / Mestrando em Ciências da Saúde (@navesjp) Ricardo Viana: Graduado em Educação Física / Doutorando em Ciências da Saúde (@prof.ricardoviana)

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