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Protocolo Tabata – Novas evidências científicas

Uma das linhas de pesquisa que estamos avançando bastante é a linha sobre Treinamento Intervalado. Recentemente, o nosso grupo publicou mais um artigo (Viana et al. 2018) sobre essa temática. Dessa vez o protocolo estudado e pesquisado foi o tal ‘Protocolo Tabata’.

Para evitar qualquer má interpretação do protocolo original e dos resultados do nosso estudo segue um explicativo:

O Protocolo Tabata é na realidade fruto de dois protocolos utilizados e publicados em estudos diferentes (Tabata et al., 1996 e 1997). Que consiste em:

  • 7-8 esforços de 20seg a uma intensidade de 170%da iVO2max; intercalado com
  • Descansos: passivos de 10 segundos;
  • Equipamento: bike;
  • Cadência: 85rpm.

Pronto! Agora podemos seguir!

Devido às falácias e grande popularidade desse protocolo tentamos reproduzi-lo em laboratório. Entretanto notamos que os participantes geralmente não conseguiam completar 4 esforços na intensidade sugerida. Por isso testamos outras duas intensidades. Em resumo foram realizadas 3 intervenções oscilando apenas a intensidade:

1 – 115% da iVO2max

2 – 130% da iVO2max

3 – 170% da iVO2max

Os resultados mostraram que:

  • A intensidade de 115% da iVO2max foi a única que possibilitou chegar aos 7-8 esforços;
  • Os participantes alcançaram durante as intervenções um VO2 tão alto quanto ao alcançado em teste incremental;
  • Os participantes passaram mais tempo (em média quase 1 minuto) com VO2 > 90% do VO2max quando realizaram o protocolo Tabata a 115% da iVO2max. E esse tempo caiu conforme o aumento da intensidade nas outras intervenções;
  • Todos os participantes reportaram ao final dos protocolos uma percepção subjetiva de esforço de 20 na escala de Borg (6-20).

Com base em todos esses resultados concluímos no estudo que:

  • A intensidade sugerida para realizar o número de esforços realizados no artigo original (Tabata et al. 1996 e 1997) é a de 115% da iVO2max;
  • Intensidades entre 115 e 130% da iVO2max devem ser utilizadas para aumentar o tempo acima de 90% do VO2max. O que é algo muito interessante para melhoria do condicionamento cardiorrespiratório.

Lembre-se que não basta apenas saber qual é a melhor intensidade! Precisa saber controlar a intensidade.

Bons treinos!

Referência:

Viana RB., Naves JPA., de Lira CAB., Coswig VS., Del Vecchio FB., Vieira CA., Gentil P. 2018. Defining the number of bouts and oxygen uptake during the “Tabata protocol” performed at different intensities. Physiology and Behavior 189. DOI: 10.1016/j.physbeh.2018.02.045.

João Pedro: Graduado em Educação Física / Mestrando em Ciências da Saúde (@navesjp)
Ricardo Viana: Graduado em Educação Física / Doutorando em Ciências da Saúde (@prof.ricardoviana)

João Pedro: Graduado em Educação Física / Mestrando em Ciências da Saúde (@navesjp) Ricardo Viana: Graduado em Educação Física / Doutorando em Ciências da Saúde (@prof.ricardoviana)

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