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Musculação e pensamento: existe relação?

A musculação é uma modalidade e/ou tipo de treinamento muito popular em todo o mundo. Através da sua popularidade, surgem diversas falácias e/ou ações. Uma delas é o ato de pensar no músculo durante a contração. Como assim? Vamos lá…

Imagine você realizando o exercício supino. Imaginou? Beleza! Agora pensa que durante a execução do exercício você vai focar/pensar só no peitoral e esquecer os outros músculos que trabalham nesse exercício (tríceps braquial e deltoide). Após a série realizada você vai colocar a mão no peito e pensar consigo mesmo: realmente o peitoral trabalhou mais… Quem nunca ouviu isso? (Espero que todos tenham presenciado esse tipo de situação).

Partindo dessa ideia, um grupo de pesquisadores resolveram testar essa hipótese que ao pensar no músculo você consegue enfatiza-lo mais que outros… E os resultados?

Calatayud et al (2015) selecionaram 18 homens treinados (1 ano de treino) e submeteram cada um deles à 2 sessões de treino. A primeira sessão ficou por conta do teste de 1 repetição máxima (1 RM) e a outra para a sessão experimental de supino à 20, 40, 50, 60 e 80% de 1RM (apenas três repetições). Um grupo era orientado a focar no peitoral, outro grupo no tríceps braquial e o outro não era aconselhado. Os resultados encontrados foram: É possível “selecionar” o músculo agonista (através de eletromiografia) quando a carga relativa é baixa (< ou = a 60% 1RM) e eles até concluem a favor da “seleção” de músculos para o supino. No entanto, devemos ter cuidados com as interpretações desses resultados. Vale ressaltar que, treinar com cargas relativamente baixas será mais difícil alcançar uma hipertrofia (se for o objetivo), terá que haver um elevado estresse metabólico com esse tipo de carga. Outra consideração é que, quando se faz um exercício até a falha, todas as fibras são recrutadas e é impossível os músculos serem “selecionados” baseado na sua concentração, pois, ao fadigar peitoral, os tríceps e os deltoides irão assumir a responsabilidade e contribuir para o movimento até que todos entrem em fadiga.

 

Veja qual é a melhor opção para você e coloque em prática.

Bons treinos à todos!

João Pedro: Graduado em Educação Física / Mestrando em Ciências da Saúde (@navesjp)
Ricardo Viana: Graduado em Educação Física / Doutorando em Ciências da Saúde (@prof.ricardoviana)

João Pedro: Graduado em Educação Física / Mestrando em Ciências da Saúde (@navesjp) Ricardo Viana: Graduado em Educação Física / Doutorando em Ciências da Saúde (@prof.ricardoviana)

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