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Exercício intenso no combate a má alimentação

Recentemente um grupo de pesquisadores canadenses publicaram um artigo extremamente interessante, em que reportou um importante papel do exercício físico de alta intensidade (HIT) sobre a melhoria de diversas variáveis (pressão arterial, lipidemia, glicose, insulina, gordura corporal, …) (Duval et al., 2017).

Após a leitura desse artigo fiquei curioso sobre os porquês desses resultados, e fui fazer uma busca breve nas principais bases de dados (Embase e PubMed). Nessa brincadeira, encontrei um trabalho publicado em fevereiro de 2008 em que utilizaram “ratinhos” como amostra (Izumiya et al., 2008). Neste estudo, os ratinhos sofreram uma modificação na expressão gênica da forma ativa da Akt1, de maneira que durante duas semanas a forma ativa da Akt1 ficasse hiperestimulada e “normal” nas duas semanas seguintes. Como se não bastasse, os autores também avaliaram ratos com dieta normal e dieta rica em gordura e sacarose ao longo do mesmo período.

Os resultados mostraram um aumento significativo na área de secção transversa e consequente aumento da massa muscular dos gastrocnêmios, aumento na força de preensão manual, melhora no tempo de corrida e na distância de corrida.

Além disso, aqueles ratinhos com a dieta rica em gordura e sacarose também reduziram a gordura inguinal, subcutânea (olhem na imagem (ultrassom) do post) e aumentaram o peso muscular. Em relação aos parâmetros metabólicos, foram encontradas reduções na glicose sanguínea, [insulina], lepitina, aumento da [glucagon], na glicose ingerida e na [lactato]. Sensacional né!?

Esse estudo consegue nos nortear que as melhorias ocorridas com o HIIT em humanos submetidos ao McDonalds abordado no estudo de Duval et al. (2017) provavelmente estão ligadas a uma estimulação da via de síntese proteica Akt/mTOr, uma vez que no estudo em ratinhos descrito acima, a estimulação da Akt1 minimizou os efeitos deletérios da elevada ingestão de gordura e sacarose.

Nos próximos dias será realizada uma postagem sobre o estudo em Humanos (Duval et al., 2017)! Acompanhem as publicações!

Referências:

Duval C, Rouillier MA, Rabasa-Lhoret R, Karelis AD;. High Intensity Exercise: Can It Protect You from A Fast Food Diet? Nutrients. 2017:26;9(9). pii: E943. doi: 10.3390/nu9090943.

Izumiya, Y., Hopkins, T., Morris, C., Sato, K., Zeng, L., Viereck, J., et al. Article Fast /Glycolytic Muscle Fiber Growth Reduces Fat Mass and Improves Metabolic Parameters in Obese Mice. Cell Metab.2008: 7, 159–172. doi:10.1016/j.cmet.2007.11.003.

João Pedro: Graduado em Educação Física / Mestrando em Ciências da Saúde (@navesjp)
Ricardo Viana: Graduado em Educação Física / Doutorando em Ciências da Saúde (@prof.ricardoviana)

João Pedro: Graduado em Educação Física / Mestrando em Ciências da Saúde (@navesjp) Ricardo Viana: Graduado em Educação Física / Doutorando em Ciências da Saúde (@prof.ricardoviana)

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