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Ciclismo: nunca é tarde!

Quando o assunto é exercício físico e seus benefícios, nunca é tarde para se ter melhoras! Recentemente Billat e colaboradores (2017) avaliaram as características fisiológicas de um ciclista de elite centenário (com 101 anos) que estabeleceu record de 24,25 km em uma hora de pedal para aqueles de idade semelhante.

 

Esse senhor treinou durante dois anos em torno de 5000 km/ano. A intensidade das sessões de treino correspondia a 80℅ (leve, 12 na escala de percepção de esforço de Borg) e 20℅ da quilometragem do Record (difícil, 15 na escala de percepção de esforço de Borg) com cadência de giro do pedal entre 50 e 70 rpm.

 

Após os dois anos de treinos foram encontradas melhoras no consumo máximo de oxigênio (VO2MAX), aumentando de 31 mL/kg/min para 35 mL/kg/min. A potência também aumentou, passando de 90 Watts para 125 Watts. Além disso a frequência máxima de pedal passou de 69 rpm para 90 rpm.

 

Com bases nesses resultados, os autores mostraram que não precisamos de muitos aparatos para monitorar de forma eficaz é eficiente o treinamento de ciclistas. A percepção subjetiva de esforço e o controle da cadência quando usados de forma adequada podem ser grandes aliados naqueles momentos de escassez de dinheiro e de materiais. Além disso, foi mostrado que mesmo após os 100 anos de idade ainda conseguimos melhorar o nosso condicionamento físico. Referência: Billat et al.(2017). Case studies in Physiolpgy: maximal oxygen consumption and performance in a centenarian cyclist. J Appl Physiol, 121(3). 2017.

João Pedro: Graduado em Educação Física / Mestrando em Ciências da Saúde (@navesjp)
Ricardo Viana: Graduado em Educação Física / Doutorando em Ciências da Saúde (@prof.ricardoviana)

João Pedro: Graduado em Educação Física / Mestrando em Ciências da Saúde (@navesjp) Ricardo Viana: Graduado em Educação Física / Doutorando em Ciências da Saúde (@prof.ricardoviana)

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