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Alongamento: para reflexão

O exercício geralmente nos dá uma sensação de bem estar, atribuída a liberação de endorfina no corpo, principalmente quando praticamos algo novo ou que gostamos muito de fazer. Pedalar ou correr mais longe do que a última vez, superar as chegadas do último treino na piscina ou até mesmo aprendendo uma habilidade nova, porém, muito conhecida, como pular corda pode nos dar uma sensação de missão cumprida! Contudo, acompanhado às boas vibes geralmente vem aquela dorzinha chata pós treino. Especialmente em dia de treinos mais intensos, a tal da dor muscular tardia (DMT) nos acompanha depois de algumas horas pós treino e pode nos dar o ar de sua desagradável companhia por 48 longas horas. E como esse incômodo é resultado de uma resposta fisiológica do corpo às microlesões causadas pelo estímulo dos treinos que praticamos, ou seja, é totalmente natural senti-las, só podemos tentar aliviar a sensação.

O uso de medicamentos consegue amenizar a dor em muitos casos, mas não a automedicação não é aconselhável. E uma prática toma o lugar de destaque para muita gente: o alongamento. Esteja você iniciando sua prática de exercícios, seja ela qual for, ou seja uma pessoa que já pratica alghuma modalidade, é muito provável que já viu ou ouviu alguém se preparando para uma corridinha básica com uma série de alongamentos. Seja para evitar dores, possíveis lesões ou até no intuito de melhorar o desempenho. Mas será que alongar-se antes ou depois do treino realmente tem efeito positivo para esses fins?

Estudos analisaram os efeitos de variados protocolos de alongamento e encontraram muitas vezes, na verdade, respostas negativas sobre o treino. Observaram, por exemplo, diminuição da força e potência em séries de velocidade, assim como não houve efeito na prevenção de lesões ou das DMTs.  Ou seja, a prática do alongamento pré e pós exercício não é de suma importância, sendo muitas vezes prejudicial ao desempenho. Isso não significa que o alongamento seja algo a ser banido para terras longínquas do exercício, significa apenas que a crença popular sobre alongar-se para evitar se machucar ou sentir dores terríveis depois de uma sessão de treinamento  é apenas conhecimento popular e não possui comprovação científica. Deve-se entender que o alongamento faz parte de um treino com o objetivo de aumentar a flexibilidade músculo-articular e não como mecanismo preventivo de lesões, dores ou potencializador de resultados.

 

Referências

CAMARA, F M; VELARDI, M; GEREZ, A G; MIRANDA, M L. O mandamento do
alongamento: evidências e propostas para reflexão. Rev.bras.Ci. e Mov
2015;23(2):148-155.

Carmen L. B. B., Antônio C. S. R., Maria N. D. P., Gabriel R. N., António J. S., Jefferson S. N. Influência aguda do alongamento estático no comportamento da força muscular máxima. Fundação Técnica e Científica do Desporto-Motricidade.2014, vol. 10, n. 2, pp. 90-99

 

Aline E.O. B., Daniela R., Juliana G., Marcela M. A. C., José L. M. P.,
Gladson R. F. B.Use of Static Stretching as an Intervenient Factor
in Delayed Onset Muscle Soreness.Rev Bras Med Esporte – Vol. 16, No 5 – Set/Out, 2010

 

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