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Tríade da Mulher Atleta

Em geral, todo o excesso é prejudicial à saúde. Até mesmo hábitos saudáveis como, exercitar-se ou até beber água, podem ser danosos em doses exageradas, provocando, por exemplo, overtraining e hiponatremia respectivamente. A prática de esportes, por mais saudável que seja, se realizada demasiadamente e com busca constante por resultados, constante em competições, traz prejuízos inesperados aos atletas.

A Tríade da Atleta está entre esses casos. Na verdade não se trata de uma doença, e sim, de uma síndrome que engloba (1) distúrbios alimentares – que podem ir de uma restrição alimentar até anorexia e/ou bulimia nervosa; (2) amenorreia – que pode ser caracterizada pelo retardo da menarca ou a ausência de três ou mais ciclos menstruais consecutivos após a menarca; e (3) osteoporose – quadro de massa óssea reduzida e enfraquecimento dos ossos, levando à fragilidade do sistema ósseo e maior risco de fraturas; atingindo mulheres adolescentes e adultas jovens.

Não há limite de faixa etária, porém, jovens mulheres atletas em esportes relacionados com o peso corporal (corridas de longa distância, fisiculturismo, balé, etc), estão mais expostas a desenvolver a síndrome. Isso por conta da pressão que comumente sofrem interna e externamente para manter certo peso corporal para terem melhor desempenho em competições ou alcançarem formas físicas mais valorizadas. O acompanhamento médico é aconselhável ao primeiro sinal de qualquer um dos componentes da síndrome, sinalizados em condições como: alterações menstruais, padrões anormais de alimentação, alteração do peso corporal, arritmias cardíacas, depressão ou fraturas de estresse.

Disfunção hormonal, menor síntese de estrogênio pela gordura periférica faz parte do processo. Pois, se há diminuição de peso, há diminuição de gordura – causada pela falha na nutrição, que ainda perturba o nível de cálcio no corpo; Com o distúrbio hormonal há a interrupção no ciclo menstrual (amenorreia), acarretando na pobre mineralização óssea e consequente osteoporose. Tudo acaba se interligando.

Apesar do número de mulheres em geral acometidas pela tríade ser pequeno (aproximadamente 5%), deve-se ter muita cautela e atenção, principalmente, de todos os envolvidos no desporto juvenil. Os níveis de massa óssea podem permanecer abaixo do normal por toda a vida. Orientação e precaução devem acompanhar o dia a dia nos treinos de qualquer modalidade.

 

 

 

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